DEFINIÇÃO

A palavra wireless provém do inglês: wire (fio, cabo); less (sem); ou seja: sem fios. Wireless então caracteriza qualquer tipo de conexão para transmissão de informação sem a utilização de fios ou cabos. Uma rede sem fio é um conjunto de sistemas conectados por tecnologia de rádio através do ar. Pela extrema facilidade de instalação e uso, as redes sem fio estão crescendo cada vez mais. Dentro deste modelo de comunicação, enquadram-se várias tecnologias, como Wi-Fi, InfraRed (infravermelho), bluetooth e Wi-Max.

Seu controle remoto de televisão ou aparelho de som, seu telefone celular e uma infinidade de aparelhos trabalham com conexões wireless. Podemos dizer, como exemplo lúdico, que durante uma conversa entre duas pessoas, temos uma conexão wireless, partindo do principio de que sua voz não utiliza cabos para chegar até o receptor da mensagem.

Nesta categoria de redes, há vários tipos de redes que são: Redes Locais sem Fio ou WLAN (Wireless Local Area Network), Redes Metropolitanas sem Fio ou WMAN (Wireless Metropolitan Area Network), Redes de Longa Distância sem Fio ou WWAN (Wireless Wide Area Network), redes WLL (Wireless Local Loop) e o novo conceito de Redes Pessoais Sem Fio ou WPAN (Wireless Personal Area Network).

As aplicações de rede estão dividas em dois tipos: aplicações indoor e aplicações outdoor. Basicamente, se a rede necessita de comunicação entre dois ambientes, a comunicação é realizada por uma aplicação outdoor (dois prédios de uma mesma empresa, por exemplo). A comunicação dentro de cada um dos prédios é caracterizada como indoor. A comunicação entre os dois prédios é realizada por uma aplicação outdoor.

Como funcionam?

Através da utilização portadoras de rádio ou infravermelho, as WLANs estabelecem a comunicação de dados entre os pontos da rede. Os dados são modulados na portadora de rádio e transmitidos através de ondas eletromagnéticas.

Múltiplas portadoras de rádio podem coexistir num mesmo meio, sem que uma interfira na outra. Para extrair os dados, o receptor sintoniza numa freqüência específica e rejeita as outras portadoras de freqüências diferentes.

Num ambiente típico, o dispositivo transceptor (transmissor/receptor) ou ponto de acesso (access point) é conectado a uma rede local Ethernet convencional (com fio). Os pontos de acesso não apenas fornecem a comunicação com a rede convencional, como também intermediam o tráfego com os pontos de acesso vizinhos, num esquema de micro células com roaming semelhante a um sistema de telefonia celular.

A topologia da rede é composta de que?

PROTOCOLOS

Antes da adesão do protocolo 802.11, vendedores de redes de dados sem fios faziam equipamentos que eram baseados em tecnologia proprietária. Sabendo que iam ficar presos ao comprar do mesmo fabricante, os clientes potenciais de redes sem fios viraram para tecnologias mais viradas a protocolos.Em resultado disto, desenvolvimento de redes sem fios não existia em larga escala, e era considerado um luxo só estando ao alcance de grandes companhias com grandes orçamentos.O único caminho para redes LAN sem fios (WLAN - Wireless Local Area Network) ser geralmente aceite era se o hardware envolvido era de baixo custo e compatível com os restantes equipamentos.

Reconhecendo que o único caminho para isto acontecer era se existisse um protocolo de redes de dados sem fios. O grupo 802 do Instituto de Engenheiros da Eletrônica e Eletricidade (IEEE -Institute of Electrical and Electronics Engineers, uma associação sem fins lucrativos que reúne aproximadamente 380.000 membros, em 150 países. Composto de engenheiros das áreas de telecomunicações, computação, eletrônica e ciências aeroespaciais, entre outras, o IEEE definiu algo em torno de 900 padrões tecnológicos ativos e utilizados pela indústria, e conta com mais 700 em desenvolvimento), tomou o seu décimo primeiro desafio. Porque uma grande parte dos membros do grupo 802.11 era constituído de empregados dos fabricantes de tecnologias sem fios, existiam muitos empurrões para incluir certas funções na especificação final. Isto, no entanto atrasou o progresso da finalização do protocolo 802.11, mas também forneceu um protocolo rico em atributos ficando aberto para futuras expansões.No dia 26 de Junho em 1997, o IEEE anunciou a retificação do protocolo 802.11 para WLAN. Desde dessa altura, custo associado a desenvolvimento de uma rede baseada no protocolo 802.11 tem descido.

Desde o primeiro protocolo 802.11 ser aprovado em 1997, ainda houve várias tentativas em melhorar o protocolo.Na introdução dos protocolos, primeiro veio o 802.11, sendo seguido pelo 802.11b. A seguir veio 802.11a, que fornece até cinco vezes a capacidade de largura de banda do 802.11b. Agora com a grande procura de serviços de multimídia, vem o desenvolvimento do 802.11e. A seguir será explicado cada protocolo falando entre outros. Cada grupo, que segue tem como objetivo acelerar o protocolo 802.11, tornando-o globalmente acessível, não sendo necessário reinventar a camada física (MAC - Media Access Control) do 802.11.

802.11b

A camada física do 802.11b utiliza espalhamento espectral por seqüência direta (DSSS – Direct Sequence Spread Spectrum) que usa transmissão aberta (broadcast) de rádio e opera na freqüência de 2.4000 a 2.4835GHz no total de 14 canais com uma capacidade de transferência de 11 Mbps, em ambientes abertos (~ 450 metros) ou fechados (~ 50 metros). Esta taxa pode ser reduzida a 5.5 Mbps ou até menos, dependendo das condições do ambiente no qual as ondas estão se propagando (paredes, interferências, etc).

Dentro do conceito de WLAN (Wireless Local Area Network) temos o conhecido Wi-Fi. O Wi-Fi nada mais é do que um nome comercial para um padrão de rede wireless chamado de 802.11b, utilizado em aplicações indoor. Hoje em dia existem vários dispositivos a competir para o espaço aéreo no espectro de 2.4GHz. Infelizmente a maior parte que causam interferências são comuns em cada lar, como por exemplo, o microondas e os telefones sem fios. Uma das mais recentes aquisições do 802.11b é do novo protocolo Bluetooth, desenhado para transmissões de curtas distâncias. Os dispositivos Bluetooth utilizam espalhamento espectral por salto na freqüência (FHSS – Frequency Hopping Spread Spectrum) para comunicar entre eles.

 

A topologia das redes 802.11b é semelhante a das redes de par trançado, com um Hub central. A diferença no caso é que simplesmente não existem os fios e que o equipamento central é chamado Access Point cuja função não defere muito da hub: retransmitir os pacotes de dados, de forma que todos os micros da rede os recebam, existem tanto placas PC-Card, que podem ser utilizadas em notebooks e em alguns handhelds, e para placas de micros de mesa.

 


Exemplo de uma rede 802.11b

 

802.11g

Este é o irmão mais novo do 802.11b e que traz, de uma forma simples e direta, uma única diferença: Sua velocidade alcança 54 Mbits/s contra os 11 Mbits/s do 802.11b. Não vamos entrar na matemática da largura efetiva de banda dessas tecnologias, mas em resumo temos uma velocidade três ou quatro vezes maior num mesmo raio de alcance. A freqüência e número de canais são exatamente iguais aos do 802.11b, ou seja, 2.4GHz com 11 canais (3 non overlaping).

Não há muito que falar em termos de 802.11g senão que sua tecnologia mantém total compatibilidade com dispositivos 802.11b e que tudo o que é suportado hoje em segurança também pode ser aplicado a este padrão. Exemplificando, se temos um ponto de acesso 802.11g e temos dois laptops conectados a ele, sendo um 802.11b e outro 802.11g, a velocidade da rede será 11 Mbits/s obrigatoriamente. O ponto de acesso irá utilizar a menor velocidade como regra para manter a compatibilidade entre todos os dispositivos conectados.

No mais, o 802.11g traz com suporte nativo o padrão WPA de segurança, que também hoje já se encontra implementado em alguns produtos 802.11b, porém não sendo regra. O alcance e aplicações também são basicamente os mesmos do 802.11b e ele é claramente uma tecnologia que, aos poucos, irá substituir as implementações do 802.11b, já que mantém a compatibilidade e oferece maior velocidade. Esta migração já começou e não deve parar tão cedo. Hoje, o custo ainda é mais alto que o do 802.11b, porém esta curva deve se aproximar assim que o mercado começar a usá-lo em aplicações também industriais e robustas.

 

802.11a

Por causa da grande procura de mais largura de banda, e o número crescente de tecnologias a trabalhar na banda 2,4GHz, foi criado o 802.11a para WLAN a ser utilizado nos Estados Unidos. Este padrão utiliza a freqüência de 5GHz, onde a interferência não é problema. Graças à freqüência mais alta, o padrão também é quase cinco vezes mais rápido, atingindo respeitáveis 54 megabits.
Note que esta é a velocidade de transmissão nominal que inclui todos os sinais de modulação, cabeçalhos de pacotes, correção de erros, etc. a velocidade real das redes 802.11a é de 24 a 27 megabits por segundo, pouco mais de 4 vezes mais rápido que no 802.11b. Outra vantagem é que o 802.11a permite um total de 8 canais simultâneos, contra apenas 3 canais no 802.11b. Isso permite que mais pontos de acesso sejam utilizados no mesmo ambiente, sem que haja perda de desempenho.
O grande problema é que o padrão também é mais caro, por isso a primeira leva de produtos vai ser destinada ao mercado corporativo, onde existe mais dinheiro e mais necessidade de redes mais rápidas. Além disso, por utilizarem uma frequência mais alta, os transmissores 8021.11a também possuem um alcance mais curto, teoricamente metade do alcance dos transmissores 802.11b, o que torna necessário usar mais pontos de acesso para cobrir a mesma área, o que contribui para aumentar ainda mais os custos.

 

802.11e

O 802.11e do IEEE fornece melhoramentos ao protocolo 802.11, sendo também compatível com o 802.11b e o 802.11a. Os melhoramentos inclui capacidade multimídia feito possível com a adesão da funcionalidade de qualidade de serviços (QoSQuality of Service), como também melhoramentos em aspectos de segurança. O que significa isto aos ISP’s? Isto significa a habilidade de oferecer vídeo e áudio à ordem (on demand), serviços de acesso de alta velocidade a Internet e Voz sobre IP (VoIPVoice over Internet Protocol). O que significa isto ao cliente final? Isto permite multimídia de alta-fidelidade na forma de vídeo no formato MPEG2, e som com a qualidade de CD, e a redefinição do tradicional uso do telefone utilizando VoIP. QoS é a chave da funcionalidade do 802.11e. Ele fornece a funcionalidade necessária para acomodar aplicações sensíveis a tempo com vídeo e áudio.

 

Grupos do IEEE que estão desenvolvendo outros protocolos:

Grupo 802.11d – Está concentrado no desenvolvimento de equipamentos para definir 802.11 WLAN para funcionar em mercados não suportados pelo protocolo corrente (O corrente protocolo 802.11 só define operações WLAN em alguns países).
Grupo 802.11f – Está a desenvolver Inter-Access Point Protocol (Protocolo de acesso entre pontos), por causa da corrente limitação de proibir roaming entre pontos de acesso de diferentes fabricantes. Este protocolo permitiria dispositivos sem fios passar por vários pontos de acesso feitos por diferentes fabricantes.
Grupo 802.11gEstão a trabalhar em conseguir maiores taxas de transmissão na banda de rádio 2,4GHz.
Grupo 802.11hEstá em desenvolvimento do espectro e gestão de extensões de potência para o 802.11a do IEEE para ser utilizado na Europa.

PONTO DE ACESSO

Um número limite de estações que podem ser conectadas a cada ponto de acesso depende do equipamento utilizado, mas, assim como nas redes Ethernet, a velocidade da rede cai conforme aumenta o número de estações, já que apenas uma pode transmitir de cada vez. A maior arma do 802.11b contra as redes cabeadas é a versatilidade. O simples fato de poder interligar os PCs sem precisar passar cabos pelas paredes já é o suficiente para convencer algumas pessoas, mas existem mais alguns recursos interessantes que podem ser explorados.
Sem dúvidas, a possibilidade mais interessante é a mobilidade para os portáteis. Tanto os notebooks quanto handhelds e as futuras webpads podem ser movidos livremente dentro da área coberta pelos pontos de acesso sem que seja perdido o acesso à rede. Esta possibilidade lhe dará alguma mobilidade dentro de casa para levar o notebook para onde quiser, sem perder o acesso à Web, mas é ainda mais interessante para empresas e escolas. No caso das empresas a rede permitiria que os funcionários pudessem se deslocar pela empresa sem perder a conectividade com a rede e bastaria entrar pela porta para que o notebook automaticamente se conectasse à rede e sincronizasse os dados necessários. No caso das escolas a principal utilidade seria fornecer acesso à Web aos alunos. Esta já é uma realidade em algumas universidades e pode tornar-se algo muito comum dentro dos próximos anos.
A velocidade das redes 802.11b é de 11 megabits, comparável à das redes Ethernet de 10 megabits, mas muito atrás da velocidade das redes de 100 megabits. Estes 11 megabits não são adequados para redes com um tráfego muito pesado, mas são mais do que suficientes para compartilhar o acesso à web, trocar pequenos arquivos, jogar games multiplayer, etc. Note que os 11 megabits são a taxa bruta de transmissão de dados, que incluem modulação, códigos de correção de erro, retransmissões de pacotes, etc., como em outras arquiteturas de rede. A velocidade real de conexão fica em torno de 6 megabits, o suficiente para transmitir arquivos a 750 KB/s, uma velocidade real semelhante à das redes Ethernet de 10 megabits.

 

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Mas, existe a possibilidade de combinar o melhor das duas tecnologias, conectando um ponto de acesso 802.11b a uma rede Ethernet já existente. No ponto de acesso da figura abaixo você pode notar que existem portas RJ-45 da tecnologia Ethernet que trabalham a 100Mbps, veja figura:

 

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Isto adiciona uma grande versatilidade à rede e permite diminuir os custos. Você pode interligar os PCs através de cabos de par trançado e placas Ethernet que são baratos e usar as placas 802.11b apenas nos notebooks e aparelhos onde for necessário ter mobilidade. Não existe mistério aqui, basta conectar o ponto de acesso ao Hub usando um cabo de par trançado comum para interligar as duas redes. O próprio Hub 802.11b passará a trabalhar como um switch, gerenciando o tráfego entre as duas redes.
O alcance do sinal varia entre 15 e 100 metros, dependendo da quantidade de obstáculos entre o ponto de acesso e cada uma das placas. Paredes, portas e até mesmo pessoas atrapalham a propagação do sinal. Numa construção com muitas paredes, ou paredes muito grossas, o alcance pode se aproximar dos 15 metros mínimos, enquanto num ambiente aberto, como o pátio de uma escola o alcance vai se aproximar dos 100 metros máximos.

Você pode utilizar o utilitário que acompanha a placa de rede para verificar a qualidade do sinal em cada parte do ambiente onde a rede deverá estar disponível ou então utilizar o Windows XP que mostra nas propriedades da conexão o nível do sinal e a velocidade da conexão veja figura:


A potência do sinal decai conforme aumenta a distância, enquanto a qualidade decai pela combinação do aumento da distância e dos obstáculos pelo caminho. É por isso que num campo aberto o alcance será muito maior do que dentro de um prédio, por exemplo. Conforme a potência e qualidade do sinal se degrada, o ponto de acesso pode diminuir a velocidade de transmissão a fim de melhorar a confiabilidade da transmissão. A velocidade pode cair para 5.5 megabits, 2 megabits ou chegar a apenas 1 megabit por segundo antes do sinal se perder completamente. Algumas placas e pontos de acesso são capazes de negociar velocidades ainda mais baixas, possibilitando a conexão a distâncias ainda maiores. Nestes casos extremos o acesso à rede pode se parecer mais com uma conexão via modem do que via rede local.

O alcance de 15 a 100 metros do 802.11b é mais do que suficiente para uma loja, escritório ou restaurante. No caso de locais maiores, bastaria combinar vários pontos de acesso para cobrir toda a área. Estes pontos podem ser configurados para automaticamente dar acesso a todos os aparelhos dentro da área de cobertura. Neste caso não haveria maiores preocupações quanto à segurança, já que estará sendo compartilhado apenas acesso a web.

 

REDES AD-HOC

 

O termo "ad hoc" é geralmente entendido como algo que é criado ou usado para um problema específico ou imediato. Do Latin, ad hoc, significa literalmente "para isto", um outro significado seria: "apenas para este propósito", e dessa forma, temporário. Contudo, "ad hoc" em termos de "redes ad hoc sem fio" significa mais que isso. Geralmente, numa rede ad hoc não há topologia predeterminada, e nem controle centralizado. Redes ad hoc não requerem uma infra-estrutura tal como backbone, ou pontos de acesso configurados antecipadamente. Os nós ou nodos numa rede ad hoc se comunicam sem conexão física entre eles criando uma rede "on the fly", na qual alguns dos dispositivos da rede fazem parte da rede de fato apenas durante a duração da sessão de comunicação, ou, no caso de dispositivos móveis ou portáteis, por enquanto que estão a uma certa proximidade do restante da rede.

Assim como é possível ligar dois micros diretamente usando duas placas Ethernet e um cabo cross-over, sem usar hub, também é possível criar uma rede Wireless entre dois PCs sem usar um ponto de acesso. Basta configurar ambas as placas para operar em modo Ad-hoc (através do utilitário de configuração). A velocidade de transmissão é a mesma, mas o alcance do sinal é bem menor, já que os transmissores e antenas das interfaces não possuem a mesma potência do ponto de acesso.
Este modo pode servir para pequenas redes domésticas, com dois PCs próximos, embora mesmo neste caso seja mais recomendável utilizar um ponto de acesso, interligado ao primeiro PC através de uma placa Ethernet e usar uma placa wireless no segundo PC ou notebook, já que a diferenças entre o custo das placas e pontos de acesso não é muito grande.

Outras características incluem um modo de operação ponto a ponto distribuído, roteamento multi-hop, e mudanças relativamente freqüentes na concentração dos nós da rede. A responsabilidade por organizar e controlar a rede é distribuída entre os próprios terminais. Em redes ad hoc, alguns pares de terminais não são capazes de se comunicar diretamente entre si, então alguma forma de re-transmissão de mensagens é necessária, para que assim estes pacotes sejam entregues ao seu destino. Com base nessas características.


Exemplo de uma rede Ad-hoc


 

Como Configurar uma Rede Wireless Ad-HOC

Vamos criar uma rede Ad-HOC com a criptografia WEP ativada. Primeiramente consideraremos que já esteja instalada a placa Wi-Fi, agora abra as propriedades da placa Wireless e vá até a aba “avançado”, configure o canal a ser utilizado de t="on" ProductID="1 a">1 a 11, todas as placas da rede devem utilizar o mesmo canal. Clique sobre “Tipo de rede” e selecione Ad-Hoc, em “Regulatory domain” selecione o padrão utilizado no Brasil (FCC) e em “SSID” o nome da rede a ser utilizado.



Em Conexões de rede a placa de rede aparecerá. No momento está indicada com um “X” vermelho, indicando que ainda não recebe sinal.



Para exibir redes sem fio disponíveis clique no ícone da conexão no canto inferior direito da tela e vá em exibir redes sem fio disponíveis.



No momento não existem redes sem fio disponíveis. Clique em Avançado para configurar a rede.



Dentro das Propriedades da Conexão de rede sem fio selecione a opção “Usar o Windows para definir as configurações da rede sem fio” e clique em “Adicionar”:



Agora vamos configurar as propriedades da rede sem fio:




Com essas configurações a rede estará criada, sendo gerada pelo seu primeiro computador. Os outros computadores irão enxergar esta rede e ingressar na mesma.
Não esqueça de ativar, nas propriedades da conexão, a opção “Mostrar ícone quando conectado”.



Com a rede criada os demais computadores detectarão a presença de sinal Wi-Fi e estarão aptos a ingressar nesta rede. Usando o comando Exibir redes sem fio disponíveis. Na janela abaixo temos a rede recém-criada. Clicamos nesta rede e a seguir em Conectar.



Com tudo configurado você pode testar o sinal da sua rede e tentar pingar as outras maquinas, agora é só aproveitar a economia da sua Rede Wireless sem Access Point.

 

REDES WIRELESS DOMÉSTICAS

Aprenda como montar uma WLAN e dividir a sua banda larga entre vários micros

Nada de quebradeira, nem de fios passando de um lado para outro da casa. Uma maneira pratica de compartilhar o acesso em banda larga entre vários micros é montar uma rede sem fio. Os procedimentos não são complicados, mas há muitas variáveis que podem interferir no funcionamento de uma solução como essa. Alem disso nas redes Wireless é preciso redobrar a atenção com os procedimentos de segurança. Neste nosso exemplo vamos montar uma rede com 3 micros, que vão compartilhar uma mesma conexão com a Internet e uma impressora, além de trocar arquivos entre si.

Vamos utilizar o roteador BEFW11S4, da Linksys, que vai funcionar como ponto de acesso. O equipamento tem 4 portas Ethernet e uma up-link para Internet a cabo ou DSL e suporte para conexão de até 32 dispositivos sem fio. Como ele usa a tecnologia 802.11b, o alcance nominal é de 100 metros, mas o valor real é bem menor uma vez que paredes e interferências acabam por diminuir esse alcance. A velocidade nominal é de 11Mbps.


 

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Para o nosso exemplo de rede domestica sem fio que será demonstrado utilizaremos 3 micros com Windows XP, nas maquinas clientes utilizamos dois dispositivos Wireless USB WUSB11, também da Linksys. Uma impressora ligada a um dos micros foi compartilhada com os demais. A conexão de banda larga empregada é o virtua, de 256Kbps, com endereço IP dinâmico.

Vamos começar a montar a rede pelo computador que tem, hoje, a conexão de banda larga. Primeiro, conecte o cabo de par trançado que sai do modem do virtua à porta WAN do roteador, que esta na parte de trás do equipamento. Ligue a ponta de um segundo cabo de rede a placa Ethernet do computador e outra ponta em qualquer uma das 4 portas LAN do roteador. Conecte o cabo de força ao roteador, e ligue-o na tomada. Uma dica importante que varia de acordo com o provedor de link utilizado: no nosso exemplo o virtua mantém o número do MAC Address da placa de rede na memória do modem. Por isso, deixe o modem desligado por 15 minutos antes de continuar os passos do tutorial. Passando esse período, ligue novamente o modem e veja se o acesso esta funcionando normalmente.

Agora que você já acessa a Internet, é hora de conectar e configurar as outras estações da rede Wireless. O adaptador da Linksys usado no nosso exemplo vem com um cabo de extensão USB que permite colocá-lo numa posição mais alta para melhorar a performance da rede. Conecte o cabo ao adaptador, e o adaptador a uma porta USB livre do micro. Mantenha a antena na posição vertical e no local mais alto possível. Agora vamos instalar o driver do adaptador. Ligue o computador e rode o CD que acompanha a placa. O Windows XP vai reconhecer que um novo dispositivo foi conectado. A janela "Encontrado Novo hardware’’ será aberta. Selecione a opção "instale o software Automaticamente’’. Clique no botão Avançar. Uma janela informando que o driver encontrado não passou no teste de logotipo do Windows é mostrada. Clique em OK e vá adiante com a instalação. No final, vai aparecer a janela Concluindo o Assistente. Clique no botão concluir.

Depois, um ícone de rede aparece na bandeja do sistema, no canto inferior direito da tela. Clique duas vezes nesse ícone. A janela permitir que eu conecte a Rede sem fio Selecionada Mesmo que Insegura é mostrada. Clique no botão Conectar. Abra o Internet Explorer para ver se você esta navegando na web.

 

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Deixar a rede nas configurações padrão do fabricante é fazer um convite aos crackers para invadi-la. Pos isso é fundamental que se ajuste as configurações do roteador e de todos os adaptadores. Agora vamos ajustar as configurações do roteador e das placas para ter mais segurança. Abra o Internet Explorer e digite, no campo Endereço, http://192.168.1.1/. Uma janela para digitação da senha é mostrada. Deixe o nome do usuário em branco, escreva a palavra admin no campo Senha e clique em OK. As configurações do roteador aparecem no navegador. Clique na aba Adminstration. Digite uma nova senha para o roteador no campo Router Password e redigite-a em Re-enter to Confirm. Clique no botão Save Settings. Outro movimento importante é trocar o nome-padrão da rede. Vá à aba Wireless, no submenu Basic Wireless Name (SSID), digitando um novo nome. Clique em Save Settings.

Agora, vamos ativar a criptografia usando o protocolo WEP. O objetivo é impedir que alguém intercepte a comunicação. Primeiro, na aba Wireless, clique na opção Wireless Security e selecione Enable. Depois, no campo Security Mode, selecione WEP e, em Wireless Encription Level, 128 bits, coloque uma frase com até 16 caracteres no campo Passphrase e clique no botão Generate. No campo Key, aparecerá a chave criptográfica, com 26 dígitos hexadecimais. Copie a chave num papel e clique no botão Save Settings. A janela Close This Window é mostrada. Clique em Apply. Agora, precisamos colocar a chave criptográfica nos micros. No nosso caso, trabalhamos com o Firmware 3.0 nas interfaces Wireless. Na estação cliente, dê dois cliques no ícone da rede sem fio na bandeja do sistema. Clique no botão propriedades e na aba redes sem fio, clique no nome da rede e no botão configurar. Na janela de configuração, digite a chave criptográfica. Repita-a no campo Redigitar. Vá até a aba Autenticação e deixe a opção usar 802.1x desmarcada. Clique agora no botão Conectar e você já deverá ter acesso a Internet.

Para conseguir uma segurança adicional, vamos permitir que apenas dispositivos cadastrados no roteador tenham acesso a ele. Isso é feito por meio do MAC Address, código com 12 dígitos hexadecimais que identifica cada dispositivo na rede. Para configurar a filtragem, abra, no navegador a tela de gerenciamento do roteador. No menu no alto da janela, clique em Wireless/Wireless Network Access. Selecione a opção Restrict Access. Clique, então no botão Wireless Client MAC List. Será apresentada uma tabela com os dispositivos conectados. Na coluna Enable MAC Filter, assinale os equipamentos que deverão ter permissão de acesso. No caso do nosso exemplo deveríamos marcar os dois PCs ligados via Wireless. Clique em Save e, em seguida, em Save Settings.

Se caso você possuir o Norton Internet Security 2004 instalado veja como configurá-lo, pois na configuração padrão, o firewall do NIS impede que um micro tenha acesso aos recursos dos demais. Vamos alterar isso para possibilitar o compartilhamento de arquivos e impressoras. Abra o NIS, clique em Firewall Pessoal e, em seguida, no botão Configurar. Clique na aba Rede Domestica e, no quadro abaixo, na aba confiável. O NIS mostra uma lista de maquinas com permissão para acesso. A lista deverá estar vazia. Vamos incluir os endereços da rede local nela. Assinale a opção Usando um Intervalo. O roteador atribui aos computadores, em sua configuração padrão, endereços IP começando em 192.168.0.100. Esse IP é associado ao primeiro PC. O Segundo vai ser 192.168.0.101 e assim por diante. Como no nosso exemplo temos três micros na rede, preenchemos os campo exibidos pelo NIS com o endereço inicial 192.168.0.100 e o final 192.168.0.102. Note que, usando o utilitário de gerenciamento do roteador é possível alterar os endereços IP dos micros. Se você fizer isso, deverá reconfigurar o firewall.

Vamos criar uma pasta de acesso compartilhado em cada micro. Arquivos colocados neles ficaram disponíveis para os demais. Isso é feito por meio do protocolo NetBIOS. Para começar vamos criar uma identificação para o micro. Clique com o botão direito no ícone meu computador e escolha propriedades. Na aba nome do computador digite uma descrição do PC (1). Clique no botão alterar. Na janela que se abre, digite um nome para identificar o micro na rede (2). No campo grupo de trabalho, coloque um nome para a rede local (3).

 

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Esse nome do NetBIOS não tem relação com o SSID do Wireless. Por razoes de segurança, evite o nome Microsoft HOME, que é o padrão do Windows XP. Vá clicando em OK para fechar as janelas. Repita esse procedimento nos demais micros, tendo o cuidado de digitar o mesmo nome do grupo de trabalho neles. Embora seja possível compartilhar qualquer pasta, uma boa escolha é a documentos compartilhados. Para achá-la, abra a pasta Meus Documentos e, na coluna da esquerda, clique em Documentos Compartilhados e, depois, em compartilhar esta pasta. Assinale a opção Compartilhar esta Pasta na Rede e dê um nome para identificar a pasta. Se o Windows emitir um aviso dizendo que o compartilhamento esta desabilitado por razões de segurança, escolha a opção de compartilhar a pasta sem executar o assistente de configuração e confirme-a na caixa de dialogo seguinte. Para ter acesso a pasta num outro micro, abra a janela Meus locais de Rede.

EQUIPAMENTOS

  DI-614+ AirPlus 2.4GHz Wireless Router (D-Link)

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 DWL-900AP+ AirPlus 2.4GHz Wireless Access Point (D-Link)
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  BEFW11S4 v2, 3, 3.2 Wireless Router (Linksys)
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   WRT54G Wireless-G Broadband Router (Linksys)
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WAP11 v1 Wireless Access Point (Linksys)
 
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   WAP11 v2.2 Wireless Access Point (Linksys)

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WAP11 v2.6 Wireless Access Point (Linksys)

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Bluetooth

Periférico sem fio para Telemóveis que utiliza Bluetooth'

Bluetooth é uma tecnologia de baixo custo para a comunicação sem fio entre dispositivos eletrônicos a curtas distâncias.

Começou a ser desenvolvida em 1994, pela Ericsson, e a partir de 1998 pelo Bluetooth Special Interest Group (SIG), consórcio inicialmente estabelecido pela Sony, Ericsson, IBM, Intel, Toshiba e Nokia, hoje este consórcio inclui mais de 2000 empresas.

O nome Bluetooth é uma homenagem ao rei da Dinamarca e Noruega Harald Blåtand - em inglês Harold Bluetooth (traduzido como dente azul, embora em dinamarques signifique de tez escura). Blåtand é conhecido por unificar as tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas. Da mesma forma, o protocolo procura unir diferentes tecnologias, como telefones móveis e computadores. O logotipo do Bluetooth é a união de duas runas nórdicas para as letras H e B, suas iniciais.

É usado para comunicação entre pequenos dispositivos de uso pessoal, como PDAs, telefones celulares (telemóveis) de nova geração, computadores portáteis, mas também é utilizado para a comunicação de periféricos, como impressoras, scanners, e qualquer dispositivo dotado de um chip Bluetooth.

Dispositivos Bluetooth operam na faixa ISM (Industrial, Scientific, Medical) centrada em 2,45 GHz que era formalmente reservada para alguns grupos de usuários profissionais. Nos Estados Unidos, a faixa ISM varia de 2400 a 2483,5 MHz. Na maioria da Europa a mesma banda também está disponível. No Japão a faixa varia de 2400 a 2500 MHz. Os dispositivos são classificados de acordo com a potência e alcance, em três níveis: classe 1 (100 mW, com alcance de até 100 m), classe 2 (2,5 mW e alcance até 10 m) e classe 3, (1 mW e alcance de 1 m, uma variante muito rara). Cada dispositivo é dotado de um número único de 48 bits que serve de identificação.

Os dispositivos Bluetooth se comunicam entre si e formam uma rede denominada piconet, na qual podem existir até oito dispositivos interligados, sendo um deles o mestre (master) e os outros dispositivos escravos (slave); uma rede formada por diversos "masters" (com um numero máximo de 10) pode ser obtida para maximizar o número de conexões. A banda é dividida em 79 portadoras espaçadas de 1 MegaHertz, portanto cada dispositivo pode transmitir em 79 diferentes frequências; para minimizar as interferências, o dispositivo "master", após sincronizado, pode mudar as frequências de transmissão do seus "slaves" por até 1600 vezes por segundo.

Em relação à sua velocidade pode chegar a 721 Kbps e possui três canais de voz.

Dispositivo USB para comunicação Bluetooth

Dispositivo USB para comunicação Bluetooth

As desvantagens desta tecnologia são o seu raio de alcance, 10 metros e o número máximo de dispositivos que podem se conectar ao mesmo tempo.

O Bluetooth ganhou popularidade quase sempre associado aos charmosos headsets – aqueles auriculares/microfones sem fio – para Telemóveis/celulares que deixam seus usuários com ar de filme de ficção científica. Deixando os headsets de lado, quem já se perguntou o que realmente representa essa tecnologia, de onde ela surgiu e que aplicações pode ter? Bluetooth é um padrão de comunicação por rádio de baixo consumo elétrico e curto ou curtíssimo alcance. O mesmo vale para a troca de dados entre equipamentos e um computador igualmente equipado. Pode ser um desses notebooks com o padrão integrado, cada vez mais comuns, ou um desktop munido de um adaptador USB-Bluetooth (popularmente chamado de dongle), acessório parecido com um memory key que pode ser encontrado em lojas de informática por menos de R$ 100 (+/-€35). Conecte um desses no seu micro e, com os softwares adequados, será capaz de sincronizar informações do PDA ou Telemóveis sem colocar as mãos neles.

Cuidado com os kits de teclado e mouse: alguns deles vêm com um adaptador que só funciona com os periféricos do conjunto, não servindo para conexão com outros aparelhos. Nessa mesma categoria, merece destaque o IMPhone, da coreana Enustech. Mais que um adaptador, ele transforma alguns telemóveis com bluetooth – por enquanto apenas alguns modelos são compatíveis – em um telefone IP, capaz de fazer ligações pelo Skype e serviços semelhantes, com a vantagem de você controlar tudo pelo Telemóvel.

Spam pelo Bluetooth

Na categoria das aplicações questionáveis, chamam a atenção o Bluejacking e o Bluesnarfing. O primeiro, apesar do nome que sugere um seqüestro (hijacking, em inglês), é inofensivo, mas pode ser irritante. Consiste em enviar mensagens, inclusive spam, para os eletrônicos alheios, via bluetooth. A técnica surgiu inocentemente, quando um usuário cujo apelido era “ajack” identificou nas proximidades um telemóvel(telefone celular) Nokia com Bluetooth ativo e enviou, por diversão, uma mensagem que dizia "Compre Ericsson”. Empresas de marketing levaram o conceito adiante e criaram o Bluecasting, em que um equipamento especial dispara propaganda para todos os aparelhos que passam perto. A prática é classificada como spam e proibida em muitos países.

Bluejacking (Roubo de dados)

Mas o Bluejacking também tem suas utilidades nobres, como as variantes Bluedating e Bluechating – respectivamente, paquera e bate-papo via bluetooth. Aplicativos como o Nokia sensor e o Mobiluck permitem que você cadastre suas informações e o perfil de quem você procura em um aparelho com a tecnologia e passam a buscar ao seu redor pessoas afins que também estejam usando o recurso. Existem até locais específicos nos EUA e na Europa – geralmente em parques, lojas, bares e restaurantes – para essas buscas, batizados de Blueplaces.

Já o Bluesnarfing – este sim, perigoso – consiste em surrupiar informações dos aparelhos alheios. Basta que o seu telemóvel (só os modelos mais antigos são vulneráveis) esteja com o bluetooth ligado e em modo “discoverable” para que uma pessoa mal-intencionada nas proximidades possa invadi-lo e roubar o conteúdo de sua agenda e catálogo de endereços, por exemplo. O pior é que a expressão “nas proximidades” não é exatamente verdadeira. Embora o alcance típico de um telemóvel bluetooth seja de 10 m e de um laptop chegue a 100 m, isso não é obstáculo para a criatividade humana.

Uma equipe da Flexilis, grupo de pesquisa em aplicações sem fio, construiu um “rifle bluetooth” capaz de captar sinais de dispositivos localizados a mais de 1 km. Apesar da aparência ameaçadora, o equipamento nada mais é do que um transmissor/receptor de alta potência acoplado a uma antena direcional que deve ser apontada para o alvo. Um micro portátil recebe os sinais da antena e mostra as identificações dos aparelhos bluetooth, abrindo caminho para ações de Bluejacking e Bluesnarfing. Durante os testes do equipamento em Los Angeles, o grupo conseguiu encontrar dezenas de aparelhos bluetooth em minutos, simplesmente apontando a “arma” para prédios comerciais ao redor. A brincadeira recebeu o nome de bluetooth Sniping.

 


VPN

Uma Rede Privada Virtual (Virtual Private Network - VPN) é uma rede de comunicações privada normalmente utilizada por uma empresa ou um conjunto de empresas e/ou instituições, construída em cima de uma rede de comunicações pública (como por exemplo, a Internet). O tráfego de dados é levado pela rede pública utilizando protocolos padrão, não necessariamente seguros.

VPNs seguras usam protocolos de criptografia por tunelamento que fornecem a confidencialidade, autenticação e integridade necessárias para garantir a privacidade das comunicações requeridas. Quando adequadamente implementados, estes protocolos podem assegurar comunicações seguras através de redes inseguras.

Deve ser notado que a escolha, implementação e uso destes protocolos não é algo trivial, e várias soluções de VPN inseguras são distribuídas no mercado. Adverte-se os usuários para que investiguem com cuidado os produtos que fornecem VPNs. Por si só, o rótulo VPN é apenas uma ferramenta de marketing.

Analogia

Imagine que você esteja em Calais-França e quer ir para Dover-Inglaterra. Se você for de barco pelo Canal da Mancha, todos que estarão de fora poderão ver tudo o que você está levando na mão, a roupa que está vestindo e o pior, que você está passando. Ou seja, você não terá privacidade nem segurança realizando este trajeto. Já você utilizando o Eurotúnel para fazer esse trajeto, só terá uma entrada e uma saída. Quem estiver do lado de fora não verá absolutamente nada de você. Você estará trafegando com privacidade e segurança.

Do mesmo jeito acontece com as VPN's. Elas criam um túnel entre uma rede e outra distantes entre si para fazerem a transferência de dados com segurança e privacidade. Com isso, as redes ficam lado-a-lado virtualmente.

Configuração

Para se configurar uma VPN, é preciso fazer através de serviços de acessos remotos, tal como o RAS, encontrado no Windows 2000 e versões posteriores. Você terá que configurar os dois lados da rede para fazer esse "tunelamento" entre elas.

Funcionamento

Basicamente, quando uma rede quer enviar dados para a outra rede através da VPN, um protocolo, exemplo IPSec, faz o encapsulamento do quadro normal com o cabeçalho IP da rede local e adiciona o cabeçalho IP da Internet atribuída ao Roteador, um cabeçalho AH, que é o cabeçalho de autenticação e o cabeçalho ESP, que é o cabeçalho que provê integridade, autenticidade e criptografia à área de dados do pacote. Quando esses dados encapsulados chegarem à outra extremidade, é feito o desencapsulamento do IPSec e os dados são encaminhados ao referido destino da rede local.

Segurança

Quando adequadamente implementados, estes protocolos podem assegurar comunicações seguras através de redes inseguras. Hoje diversas empresas interligam suas bases operacionais através de um VPN na internet. Um sistema de comunicação por VPN tem um custo de implementação e manutenção insignificantes, se comparados aos antigos sistemas de comunicação física, como o frame-relay por exemplo - que tem um custo exorbitante e segurança muito duvidosa. Por este motivo muitos sistemas de comunicação estão sendo substituídos por uma VPN, que além do baixo custo, oferece também uma alta confiabilidade, integridade e disponibilidade dos dados trafegados. Sistemas de comunicação por VPN estão sendo amplamente utilizados em diversos setores, até mesmo os setores governamentais no mundo inteiro utilizam este recurso. As Polícias Federais em todo mundo já substituiram seu sistema de comuicação de dados pela VPN. O caso serve de exemplo de como o sistema é viável e oferece absoluta segurança e confiabilidade.

Trabalho: Lucas Batistussi – lucasbatistussi@yahoo.com.br

Fontes: http://www.baboo.com.br; http://pt.wikipedia.org

17/02/2007